Pra ser sincero

Aqui eu apenas publico o que escrevo por diversão, amor e ódio; muitas vezes escritos em picos de inspiração.
Sinceramente, não pergunte coisas como: "como você consegue escrever?" Bem, eu não sei responder. Apenas escrevo o que sinto. Cartas, contos, pensamentos, enfim... Tudo que pode sair da cabeça confusa e desesperada de um adolescente extremamente criativo de dezesseis anos de idade.

Pra ser sincero, escrevo tudo que minha alma grita e o que o coração chora; coitados dos dedos que sofrem ao escrever...

Raphael; a criança disfarçada de escritor

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Como tudo deve ser

Não hei de chamar de acaso,
a distração que nos uniu de repente.
Uma grande amizade e afeto,
a partir de um erro inocente.

São tantos desejos, que me perco em devaneios;
são tantas emoções, para este pequeno coração.
Acaba em sonho, acaba em paixão.

Se eu pudesse encurtar,
esta distância entre nós,
talvez transformasse em verdade,
a minha solene vontade:

Provar do teu calor e beijo,
ansiar seus carinhos e com afeto,
conhecer o seu jeito.

Se com esta poesia banco o bobo,
é pela certeza do teu sorriso.
Já não me importo se não te olho nos olhos,
tendo a certeza que toco com fogo,
seu doce e meigo coração.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Lembranças

A distância física causa dor, mas no geral é suportável, todavia, insuportável é a distância emocional, é mais dolorosa que ficar sozinho... Afinal, quanto mais se ama, mais se sente falta, qual o resultado de não poder se falar e sentir quem se ama?
Passei por um lugar aberto, em que eu tinha uma linda visão do pôr-do-sol. Para alguém que vive em uma cidade ensolarada, um pôr-do-sol é apenas mais um pôr-do-sol. Mas quando se passa um pôr-do-sol que seja com quem se gosta, todos os outros serão especiais, não pelo evento propriamente dito, mas sim porque todo crepúsculo lembrará a pessoa amada. E foi neste contexto que eu chorei voltando para casa...
Um dia de luta, sem nenhuma glória... O tempo quente me oprimia, mas eu tinha de aguentar firme; já prendia o choro há alguns dias. Toda aquela pressão estava me sufocando, e era inevitável não sentir-se mal. Mas um momento peculiar me fez desabar.
O céu laranja, o sol caindo como que tão cansado quanto eu, o clima de noite chegando... Faziam-me lembrar daquele dia... Os pezinhos dela na areia fazendo pegadas pequenas, o olhar sonhador e sincero, tudo muito intenso... Lembro-me do nosso primeiro beijo...
Este pôr-do-sol, me fez lembrar de cada um desses instantes com ela, ela me cativou, e por isso, o evento natural que antes para mim nada valia por não gostar de calor, agora era como refresco suave no dia mais quente, mesmo que este me fizesse chorar pela primeira vez. A pressão já era grande o suficiente sem o fato de ter de lidar com a saudade, mas o sol não me deixou enganar, infiltrou-se à minha alma por meus olhos, e me obrigou a extrair o líquido raro e quente. Sentia a alma se lavando aos poucos, enquanto emoções e sentimentos voltavam com força total. Eu quase podia tocar o rosto dela em minhas lembranças reativadas, eu via os passinhos pequenos, ouvia as perguntas curiosas, e conseguia sentir seu cheiro doce e suave... O que não saía da minha mente, agora era mais vivo e forte. Fiquei lembrando do cheirinho e dos beijos inseguros dela, enquanto deixava as lágrimas correrem livremente.

Como uma ligação pode ser forte quando se ama... Um comum pôr-do-sol vira uma explosão de sentimentos. Sinto falta de viver esses momentos. Sinto falta da simplicidade do dia-a-dia. Essa sociedade é demasiadamente alucinada. E pessoas como eu, simples e sentimentais, são mortas a cada dia pela pressão imposta por esse ambiente consumista e predatório, digno do capitalismo e da frieza humana...

sábado, 14 de agosto de 2010

Comunicado importante aos leitores e fãs.

Bem... Cheguei à conclusão que este blog já serve como um ótimo exemplar. Mas como é de conhecimento de todos, pretendo publicar um livro algum dia. Então, é melhor que eu guarde os contos selecionados e não os publique, para que futuramente, possa ter direito autorais sobre tais. Logo, estou fechando a parte de contos, e apenas os presentes continuarão. Mas não se preocupem, ainda publicarei essas poesias loucas e os devaneios que às vezes tenho. Tão quanto as histórias da cacá e as reflexões bíblicas no nova escolha
Peço a compreensão de todos, e se possível, estejam orando por mim, para que tudo dê certo. Afinal, o sonho de qualquer escritor amador, é publicar.

Mais informações me contatem por e-mail:
Raphael.boliveira@hotmail.com

Atenciosamente, Raphael.

We believe

Bala no peito;
Nós acreditamos.
Pulso sangrando;
Nós acreditamos.

A mulher chora,
Seu filho morreu,
Tão jovem e vivaz,
Nós acreditamos.

Casamento morrendo;
Nós acreditamos
Empresa falindo;
Nós acreditamos.

A menina regressa,
Cansada, fatigada;
Pra mais uma briga em casa.
Nós acreditamos.

Nós acreditamos,
Ainda acreditamos!
Talvez... Não devêssemos,
Mas nós acreditamos; no amor.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sabe...

É estar assim meio avoado,
Meio perdido.
Tudo parece demasiado demorado,
Tudo perde sentido.

Palavras deixam de expressar,
Sentimentos se perdem,
Se misturam;
Crescem, intensificam.

É assim enlouquecer,
Brigar, pensar, sorrir,
Não há como ignorar,
Basta apenas sentir.

O brilho em seus olhos,
Reflete sua alma.
Seus lábios anseiam beijos,
Em toda sua pele; desejo.

É assim: ser arrebatado,
Procurar bobos sentidos,
Bancar o palhaço,
É assim: estar apaixonado.



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NE.

Perdoem-me quanto a minha ignorância e negligência quanto a metragem dos versos... É que to meio assim... Avoado...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Segunda-feira.

Larguei o livro e levantei-me decidido a pensar. Fui até a cozinha e liguei a cafeteira; companheira eterna, pensei. Apenas café poderia me fazer relaxar, sentei numa cadeira e fiquei olhando o céu nublado, meus músculos doíam por algum motivo, ficaram instantaneamente retesados assim que endireitei o corpo, a cabeça latejava, preciso trocar esses óculos. Um zumbido no ouvido me incomodava. Perguntei-me por que estava tão dolorido, havia dormido o suficiente, pelo menos devia ser o suficiente.
Deitei novamente na cama e repassei o final de semana:
Lembrei-me de perceber minha mente vagando entre verdades e lembranças na metade do domingo. Questionei-me como ousei usar a frase proibida; três palavras, sete letras, no dia anterior... Condenei-me por ter sido tão instintivo, ora, porventura não era eu o cara que condenava o mau uso dessa frase?! Pois bem, saiu tão rápido que eu nem senti. Quando então parei pra pensar, senti a dor e o vazio que aquilo implicava. Como cada letra tinha um som quase inaudível de destruição ao meu interior, quem de fora ouvisse, diria ser uma dor falsa, uma dor que poderia ser sufocada, mas não entenderiam como aquilo me afetava. Todavia, eu também tenho minha defesa para tal feito. Sucedeu que se tratou de uma força de expressão. Sabe quando você usa essa frase com um sentindo de “ah, obrigado pelo que você disse”, e não necessariamente se referindo ao sentimento ao qual sugere? Pois bem, caso tenha entendido o que quis dizer, foi isso que aconteceu, caso contrário, fique sem entender, é melhor; eu sou confuso.
Pensei também no desastre iminente caso eu não me controle, definitivamente eu já vi o filme algumas vezes, e em todas, o final nunca é feliz. Don´t ask, I´ll not answer.
Abri os olhos com preguiça e voltei ao presente, vulgo, realidade. Olhei novamente o céu com a minha tão amada expressão triste, um dia nublado sempre parece triste. E isso de certa forma me faz mais feliz, alimenta minha sorridente depressão; eu disse que sou confuso. Agora, devo confessar, o crepúsculo assumiu uma expressão sombria e romântica, romantismo... Há tanto não penso no assunto, nem sinto o assunto, mas agora sinto o ar mais leve, este que entra leve e gelado na janela batendo de encontro ao meu peito, torna tudo mais sombrio e um tanto extasiante, sinto falta de um café quente. Muito ao longe vejo uma faixa laranja, que se destaca contra a penumbra do horizonte, e acima, uma estrela solitária sorri pra mim. Tudo muito belo, apenas me entristeço por não poder apreciar esse lindo crepúsculo num lugar mais apropriado, como num campo embaixo de uma arvore, ao invés de uma janela, numa cidade.
Lembrei do café que já devia ferver na cafeteira. Fui à cozinha.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Ciclo.

Folhas caem,
Vento gela,
Azul acalma,
Amores morrem.

Bocas beijam,
Línguas dançam,
Chuva, chega?
Amor passa.

Paixão nasce;
Logo desperta,
Logo acredita,
Logo cresce.

Folhas caem,
Vento gela,
Chuva vai,
Amor, também?

Boca beija,
Língua dança,
Amor vai;
Amor vem.



Mais uma vez peço perdão aos meus leitores quanto a metragem dos versos... Perdoem-me. --'

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Explodindo por fora. Explodindo por dentro.

Eu às vezes me questiono sobre o que as pessoas fazem. Questiono-me o que levaria um homem que poderia ser uma pessoa de bem, a estuprar e matar meninas tão jovens. Estou horrorizado com uma notícia recente. Alias, melhor dizendo: com uma das tantas notícias recentes sobre estupros e assassinatos.
Fico a me questionar o porquê. Por que um inocente precisa morrer. Por quê? E o pior, é que nenhuma providência é tomada, nada, absolutamente nada muda, e logo, teremos uma notícia igualzinha para poder chorar e refletir.

Questiono-me porque eu mesmo erro. Por que já nasci um pecador. Nessa imensidão de “porquês”, eu percebo que há apenas um foco. Apenas um caminho a seguir para a santidade, esta que é um processo, e no caminho, com certeza irei cair. Simplesmente não quero ser só mais um, não quero ser apenas um. Posso parecer revolucionário, mas imagine que todos no mundo decidissem pensar como eu. Teríamos um mundo diferente. É o que dizem: para se mudar o mundo, é extremamente fácil. Difícil, é mudar a si mesmo... Por isso que não temos um mundo diferente. Se ninguém muda a si mesmo, como poderíamos pensar coletivamente e mudar o mundo?

O que na verdade somos?

Sei que me sinto ínfimo perante o que o Pai é.
Às vezes explodo de fora pra dentro, e de dentro pra fora.
A verdade é que todos já se machucaram, e todos ainda irão machucar.

O mundo ainda vai mudar?